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BOA PARTE DAS MULHERES NÃO SABE QUAL É O SEU TIPO DE CÂNCER DE MAMA

No mês de prevenção contra o câncer de mama, conhecido como Outubro Rosa, um levantamento do Instituto Oncoguia traçou o perfil das pacientes com câncer de mama metastático – um estágio avançado da doença, caracterizado pela disseminação do tumor para outras partes do corpo. Dentre as principais descobertas, há o dado alarmante de que parte dessas mulheres não sabe qual subtipo do câncer está enfrentando. (Em 250 entrevistas online, notou-se que 20% das portadoras não faziam ideia de qual é o subtipo de tumor).

Luciana Holtz, presidente do Oncoguia, explica que é importante sabermos essas informações para definirmos qual o melhor tratamento, que dará maior qualidade de vida à portadora.

A falta de conhecimento é mais frequente nas mulheres atendidas pelo SUS, em comparação com as que recorrem à saúde privada. “O que chega até elas é muito limitado. Todas precisam saber qual remédio estão tomando.”, afirma Luciana.

Dados do Tribunal de Contas da União (TCU) tornam a situação ainda mais preocupante. Eles apontam que cerca de 50% dos diagnósticos de câncer de mama realizados no SUS, em 2010, já se encontravam nos estágios avançados. Ou seja, tem muita mulher que poderia detectar a doença antes, quando as chances de cura seriam consideravelmente mais altas.

Uma mudança na campanha

A divulgação sobre o tumor ganhou força nos últimos anos, porém, as portadoras do câncer metastático não se sentem incluídas na campanha. “O Outubro Rosa conversa com quem está saudável. E isso é necessário, já que a doença continua sendo descoberta nas fases avançadas. Mas existe o outro desafio de se comunicar com quem já recebeu o diagnóstico.”, aponta a especialista.

Ela ainda conclui: “Precisamos garantir que a mulher tenha acesso à informação de qualidade e que a população geral saiba que ela também existe”.

Legenda: Em pesquisa feita para a campanha Outubro Rosa 2018, revelou-se que as brasileiras com o tumor em estágio avançado desconhecem particularidades da doença. A presidente e especialista do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, contou um pouco mais sobre o assunto.

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